Benefícios que o desempregado tem direito

A onda de demissões no país continua levando muitos trabalhadores às filas por oportunidades de trabalho. Junto com essa mudança, vem o desespero por não poder pagar suas contas em dia. Por isso, é importante saber quais são os benefícios que o desempregado tem direito.

Trabalhador pode ter no seguro-desemprego um alívio após sua demissão.

Principais benefícios que o desempregado tem direito

Segundo o IBGE, conforme dados divulgados no final de junho, já são 11,4 milhões de brasileiros sem emprego. Se você faz parte da estatística, saiba que ao menos a lei pode estar ao seu lado. Conheça alguns do benefícios que o desempregado tem direito.

Seguro-desemprego

O seguro-desemprego é um dos benefícios mais conhecidos. No entanto, com a mudança das regras, muitos não sabem nem por onde começar. Agora, para solicitar pela primeira vez, é necessário o registro em carteira com o tempo mínimo de 12 meses. Para solicitar pela segunda vez, é preciso comprovar um vínculo de nove meses e, pela terceira vez, de seis meses. O prazo de seguro varia de três a cinco parcelas, dependendo do tempo de vínculo.

FGTS

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço é destinado aos trabalhadores demitidos sem justa causa. Nesse caso, o empregador paga uma multa de 40% sobre o saldo dos depósitos ocorridos durante o contrato de trabalho.

Transporte

Diferente das duas opções já mencionadas, não há legislação válida em todo o Brasil que preveja um auxílio relativo ao transporte para os trabalhadores demitidos. Mas algumas regiões podem validar propostas nesse sentido.

É o que ocorre na cidade de São Paulo, que garante esse benefício. No entanto, para solicitá-lo, é preciso que o trabalhador esteja desempregado há, no mínimo, um mês e, no máximo, seis meses.

O auxílio transporte é válido somente por 90 dias e não pode ser renovado. O cadastramento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas, na Estação Barra Funda. É necessário apresentar RG e CPF (originais), carteira de trabalho, rescisão de contrato (que comprove que não houve justa causa) e documento de entrada no FGTS, com carimbo da Caixa.

Você precisa de uma reserva financeira

Uma das únicas formas de escapar dos problemas financeiros no período de desemprego é fazendo uma reserva de dinheiro. Contudo, é importante começar essa poupança muito antes da demissão bater à sua porta. O ideal, conforme os educadores financeiros, é separar 10% do seu salário todos os meses para a utilização em caso de emergência.

Caso não consiga, separe o que puder, nem que seja R$ 50 ou R$ 100 por mês. Até mesmo uma pequena economia pode salvá-lo em um período de crise, especialmente porque o valor do seguro desemprego normalmente fica abaixo do seu último salário.

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